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# SAP TAW10_1 - Capítulo 1: O panorama global
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## Referência
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- Fonte: `sap 01.pdf`
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- Tema: soluções SAP, aplicações, componentes, estratégia de manutenção e SAP NetWeaver.
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## Visão geral
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O capítulo situa o desenvolvimento ABAP dentro do portfólio SAP. A ideia central é distinguir uma **solução empresarial**, que atende processos de negócio, de seus **componentes de software**, que podem ser instalados, atualizados e mantidos separadamente.
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## Soluções e componentes SAP
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O portfólio SAP Business Suite reúne aplicações integradas para diferentes áreas. Entre os exemplos do período do material estão:
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- SAP ERP, núcleo dos processos administrativos e operacionais;
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- SAP CRM, relacionamento com clientes;
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- SAP SCM, planejamento e execução da cadeia de suprimentos;
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- SAP SRM, relacionamento e compras com fornecedores;
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- SAP PLM, ciclo de vida de produtos.
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Uma aplicação pode depender de diversos componentes técnicos. A separação entre aplicação e componente permite instalar somente o necessário, aplicar correções e planejar upgrades com menor impacto.
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## Releases e manutenção
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Versões de soluções e componentes possuem ciclos de vida. A SAP publica níveis de release, Support Packages e correções, além de definir períodos de manutenção. O planejamento deve considerar:
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- compatibilidade entre componentes;
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- duração da manutenção principal e possíveis extensões;
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- custo e risco de permanecer em releases antigos;
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- testes antes de upgrades ou aplicação de pacotes.
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A estratégia apresentada no material procura dar previsibilidade ao cliente, combinando um período principal de manutenção com extensões opcionais.
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## SAP NetWeaver
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SAP NetWeaver é a plataforma tecnológica que integra pessoas, informações e processos. Ela fornece uma base comum para aplicações SAP e desenvolvimentos do cliente.
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Capacidades destacadas:
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- **integração de pessoas**, por portal e colaboração;
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- **integração de informações**, por Business Intelligence, conhecimento e dados mestres;
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- **integração de processos**, por tecnologias de comunicação e orquestração;
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- **plataforma de aplicações**, com ambientes ABAP e Java.
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O SAP NetWeaver Application Server pode oferecer:
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- **AS ABAP**, ambiente de execução dos programas ABAP;
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- **AS Java**, ambiente Java;
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- instalação combinada, quando a solução exigir os dois ambientes.
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O Composite Application Framework é apresentado como apoio à criação de aplicações compostas que reutilizam serviços existentes. A plataforma reduz integrações específicas e favorece arquiteturas orientadas a serviços.
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## Conceitos essenciais
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| Conceito | Síntese |
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| Aplicação SAP | Solução funcional voltada a processos de negócio |
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| Componente de software | Unidade técnica instalada e mantida em determinado release |
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| Support Package | Conjunto de correções entregue para um componente |
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| SAP NetWeaver | Plataforma de integração e execução das aplicações |
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| AS ABAP / AS Java | Ambientes de execução oferecidos pelo Application Server |
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## Comandos ABAP, eventos e variantes
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Não são temas deste capítulo. O foco é estratégico e arquitetural, anterior à programação.
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## Verificação de aprendizagem
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O teste final revisa identificação de soluções SAP, estratégia de manutenção, diferença entre aplicação e componente e funções do SAP NetWeaver. Não há exercício de codificação.
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# SAP TAW10_1 - Capítulo 2: Navegação
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## Referência
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- Fonte: `sap 02.pdf`
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- Tema: SAP GUI, logon, navegação, favoritos e ajuda.
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## Visão geral
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O capítulo ensina o uso cotidiano do sistema SAP. Apresenta as variantes de interface, o processo de logon e logoff, a tela SAP Easy Access e diferentes formas de iniciar funções.
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## Interfaces e acesso
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As interfaces dependem do produto e do cenário. O material compara SAP GUI para Windows, SAP GUI para Java e SAP GUI for HTML, além de interfaces de browser e clientes especializados.
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No SAP Logon, o usuário escolhe um sistema e informa:
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- mandante;
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- usuário;
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- senha;
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- idioma.
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O mandante separa conjuntos de dados dentro do mesmo sistema. Usuários e autorizações podem variar por mandante. O sistema permite várias sessões paralelas, sujeitas ao limite configurado.
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## Tela SAP Easy Access
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Elementos principais:
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- campo de comandos;
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- barra de menus;
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- barra de funções do sistema;
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- barra de título;
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- barra de ferramentas da aplicação;
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- barra de status;
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- menu do usuário ou menu SAP;
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- favoritos.
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Os favoritos podem conter transações, relatórios, arquivos e endereços web. Eles podem ser organizados em pastas, movidos por arrastar e soltar e exportados ou importados.
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## Comandos de navegação
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| Comando | Função |
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| `/n<transação>` | Encerra a transação atual e inicia outra na mesma sessão |
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| `/o<transação>` | Abre a transação em nova sessão |
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| `/n` | Retorna à tela inicial da sessão |
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| `/i` | Encerra a sessão atual |
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| `/nend` | Encerra o logon com confirmação |
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| `/nex` | Encerra o logon sem confirmação |
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Também é possível iniciar funções pelo menu, pelos favoritos ou por códigos de transação. O menu **Sistema** oferece informações de status, serviços de usuário, criação de sessão e logoff.
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## Ajuda F1 e F4
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- **F1** explica o campo, sua finalidade e, quando disponível, suas informações técnicas. O Assistente de Performance apresenta detalhes adicionais.
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- **F4** mostra valores possíveis. A lista pode ser filtrada, limitada e personalizada.
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IDs de parâmetro podem gravar valores propostos no registro mestre do usuário, reduzindo entradas repetitivas.
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## Procedimentos
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O material descreve:
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- alteração obrigatória da senha inicial;
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- alteração posterior da senha;
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- logoff seguro pela barra de menu;
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- uso correto de múltiplas sessões.
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O logoff deve ser feito conscientemente, pois dados ainda não gravados podem ser perdidos.
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## Exercícios
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### Exercício 2 - logon e design da tela
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Efetuar logon no sistema de treinamento, trocar a senha inicial, reconhecer os elementos da interface e ajustar configurações básicas.
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### Exercício 3 - chamada de funções
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Localizar e iniciar transações pelo menu e pelo campo de comandos, criar favoritos, pesquisar uma transação e usar as ajudas F1 e F4.
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## ABAP, eventos e variantes
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O capítulo não programa ABAP. A palavra “variantes” aqui se refere principalmente às variantes de interface SAP GUI, não às variantes de tela de seleção do Capítulo 12.
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# SAP TAW10_1 - Capítulo 3: O núcleo do sistema
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## Referência
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- Fonte: `sap 03.pdf`
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- Tema: arquitetura cliente/servidor, instâncias e processos do SAP NetWeaver Application Server.
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## Arquitetura cliente/servidor
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Um sistema SAP separa serviços de apresentação, aplicação e banco de dados. Essa arquitetura em três níveis favorece escalabilidade, distribuição de carga e independência relativa do hardware.
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- apresentação: SAP GUI ou browser;
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- aplicação: execução da lógica de negócio;
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- banco de dados: persistência central dos dados.
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Uma **instância** é uma unidade administrativa composta por processos que iniciam e param juntos. É identificada pelo SID e pelo número de instância. Um sistema pode ter várias instâncias de aplicação.
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## AS ABAP e AS Java
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O SAP NetWeaver Application Server pode oferecer ambiente ABAP, Java ou ambos. No AS ABAP, o dispatcher recebe solicitações e as distribui aos processos de trabalho. No AS Java, dispatchers e server processes executam aplicações Java.
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## Processos do AS ABAP
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| Processo | Responsabilidade |
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| Dispatcher | Receber e distribuir solicitações |
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| Diálogo | Executar passos interativos do usuário |
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| Background | Executar jobs sem interação |
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| Update | Gravar alterações de banco de forma desacoplada |
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| Spool | Preparar saídas e impressão |
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| Enqueue | Administrar bloqueios lógicos |
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| Gateway | Comunicação RFC e CPI-C com outros sistemas |
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| ICM | Comunicação por protocolos web, como HTTP/HTTPS |
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| Message Server | Comunicação interna e distribuição de logon |
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A instância central possui serviços únicos para o sistema, especialmente mensagem e enfileiramento na arquitetura descrita pelo material.
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## Processamento de solicitações
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Uma solicitação de diálogo percorre, em síntese:
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1. a interface envia a ação ao dispatcher;
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2. o dispatcher coloca a solicitação em fila;
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3. um processo de diálogo livre executa o passo;
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4. o processo acessa buffers e banco de dados quando necessário;
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5. a resposta retorna à interface.
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O usuário não fica permanentemente ligado ao mesmo processo. Isso permite atender muitos usuários com um número menor de processos de diálogo.
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## Transações, bloqueios e atualizações
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Uma transação SAP pode abranger vários passos de diálogo. Para manter consistência:
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- bloqueios lógicos evitam alterações concorrentes conflitantes;
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- o processo de update executa gravações solicitadas pela aplicação;
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- a interface de banco traduz Open SQL para o SQL específico do SGBD;
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- o sistema observa propriedades transacionais como atomicidade e consistência.
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Atualizações podem ser classificadas em V1, mais críticas e executadas primeiro, e V2, normalmente estatísticas ou secundárias.
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## Ferramentas e transações citadas
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- `SM50`: processos de uma instância;
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- `SM51`: instâncias do sistema;
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- `SM04`: usuários ativos em uma instância;
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- `SM12`: entradas de bloqueio;
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- `SM13`: solicitações de atualização;
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- `SM36` e `SM37`: definição e monitoramento de jobs;
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- `SP01`/`SP02`: administração ou consulta de spool.
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## Comandos ABAP, eventos, variantes e exercícios
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Não há exercício de programação. O capítulo fornece o modelo de execução necessário para compreender posteriormente eventos ABAP, commits, bloqueios e performance. O teste final revisa arquitetura, tipos de processo e fluxo de solicitações.
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# SAP TAW10_1 - Capítulo 4: Tecnologias de integração e comunicação
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## Referência
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- Fonte: `sap 04.pdf`
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- Tema: ALE, RFC, BAPI, Enterprise SOA e Web Services.
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## Processos distribuídos e ALE
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Processos empresariais frequentemente atravessam sistemas ou empresas. O **Application Link Enabling (ALE)** apoia a distribuição controlada de dados e processos entre sistemas com acoplamento reduzido.
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Elementos típicos incluem sistemas lógicos, modelos de distribuição, mensagens e IDocs. O objetivo é manter integração confiável sem transformar os sistemas participantes em uma única instalação.
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## RFC
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**Remote Function Call** permite chamar um módulo de função em outro destino. O destino é mantido, por exemplo, na transação `SM59`.
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```abap
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CALL FUNCTION 'NOME_FUNCAO'
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DESTINATION 'DESTINO_RFC'
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EXPORTING
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iv_value = lv_value
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IMPORTING
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ev_result = lv_result
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EXCEPTIONS
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system_failure = 1
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communication_failure = 2
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OTHERS = 3.
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```
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O módulo chamado precisa estar habilitado para acesso remoto e usar tipos de interface compatíveis. Erros de comunicação e de sistema devem ser tratados separadamente dos erros funcionais.
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Variantes de RFC incluem chamadas síncronas, assíncronas, transacionais e enfileiradas, escolhidas conforme necessidade de resposta, confiabilidade e ordem.
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## Business Objects e BAPIs
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Um **Business Object** representa uma entidade de negócio com atributos, métodos e eventos. O **Business Object Repository (BOR)** cataloga esses objetos.
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**BAPIs** são interfaces padronizadas e estáveis para acessar processos e dados de negócio. Em geral:
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- seguem convenções de nome e interface;
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- são chamadas como módulos de função;
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- evitam dependência direta da implementação interna;
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- exigem tratamento de mensagens de retorno;
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- podem exigir confirmação explícita da transação, conforme o BAPI.
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## Enterprise SOA e Web Services
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A arquitetura orientada a serviços expõe capacidades empresariais como serviços reutilizáveis. Um Web Service descreve uma interface acessível por protocolos padronizados.
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Conceitos apresentados:
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- **SOAP**: formato/protocolo de mensagens XML;
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- **WSDL**: descrição formal das operações e mensagens do serviço;
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- **UDDI**: catálogo para publicação e descoberta de serviços;
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- provedor, consumidor e contrato de serviço;
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- Enterprise Services como serviços alinhados à semântica empresarial.
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## Exercício 4 - RFC e BAPI
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O exercício orienta a localizar uma interface, examinar sua documentação e executar uma chamada remota/BAPI. O foco é configurar ou selecionar o destino, preencher parâmetros, executar e analisar retorno e exceções.
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## Eventos e variantes
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O capítulo não trata eventos clássicos de relatório nem variantes de tela. “Variantes de RFC” descrevem modos técnicos de comunicação, não configurações salvas de seleção.
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# SAP TAW10_1 - Capítulo 5: Fluxo de um programa ABAP
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## Referência
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- Fonte: `sap 05.pdf`
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- Tema: execução de um programa de diálogo no ambiente ABAP.
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## Arquitetura de execução
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O AS ABAP utiliza arquitetura cliente/servidor. O SAP GUI apresenta as telas, enquanto processos de diálogo no servidor de aplicação executam a lógica. O banco de dados mantém dados empresariais e objetos persistentes.
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Uma aplicação de diálogo é formada por programas ABAP e telas. Cada interação do usuário produz um **passo de diálogo**. O dispatcher encaminha o passo a um processo disponível; por isso, passos sucessivos da mesma sessão podem ser executados por processos diferentes.
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## Programas e telas
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Uma tela clássica, ou dynpro, contém:
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- layout com campos e elementos visuais;
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- atributos dos campos;
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- lógica de fluxo;
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- módulos ABAP chamados pela lógica.
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Os dois momentos fundamentais são:
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| Momento | Finalidade |
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| PBO - Process Before Output | Preparar dados e atributos antes de exibir a tela |
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| PAI - Process After Input | Transportar e validar entradas, tratar comandos e decidir a próxima tela |
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O processamento alterna entre servidor de apresentação e servidor de aplicação. Antes da exibição, o PBO prepara a tela; depois da ação do usuário, o PAI processa a entrada.
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## Contexto do usuário
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Embora o processo de trabalho possa mudar, o contexto lógico da sessão é preservado. O dispatcher e o task handler coordenam recursos, carregamento de programas e comunicação com a interface de banco.
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## Eventos e comandos ABAP
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O capítulo descreve principalmente eventos de tela, não aprofunda sintaxe. Em programas de diálogo, módulos costumam ser ligados à lógica de fluxo por instruções como `MODULE ... OUTPUT` no PBO e `MODULE ... INPUT` no PAI.
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Conceitos que serão usados mais adiante:
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- comando de usuário e código de função;
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- transporte de campos entre programa e tela;
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- sequência de telas;
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- separação entre lógica de apresentação e lógica de aplicação.
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## Variantes e exercícios
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Não há variantes de seleção nem exercício prático próprio neste PDF. O capítulo é uma ponte arquitetural: explica onde e quando o código ABAP de uma aplicação de diálogo é executado.
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