# SAP TAW10_1 - Capítulo 5: Fluxo de um programa ABAP ## Referência - Fonte: `sap 05.pdf` - Tema: execução de um programa de diálogo no ambiente ABAP. ## Arquitetura de execução O AS ABAP utiliza arquitetura cliente/servidor. O SAP GUI apresenta as telas, enquanto processos de diálogo no servidor de aplicação executam a lógica. O banco de dados mantém dados empresariais e objetos persistentes. Uma aplicação de diálogo é formada por programas ABAP e telas. Cada interação do usuário produz um **passo de diálogo**. O dispatcher encaminha o passo a um processo disponível; por isso, passos sucessivos da mesma sessão podem ser executados por processos diferentes. ## Programas e telas Uma tela clássica, ou dynpro, contém: - layout com campos e elementos visuais; - atributos dos campos; - lógica de fluxo; - módulos ABAP chamados pela lógica. Os dois momentos fundamentais são: | Momento | Finalidade | |---|---| | PBO - Process Before Output | Preparar dados e atributos antes de exibir a tela | | PAI - Process After Input | Transportar e validar entradas, tratar comandos e decidir a próxima tela | O processamento alterna entre servidor de apresentação e servidor de aplicação. Antes da exibição, o PBO prepara a tela; depois da ação do usuário, o PAI processa a entrada. ## Contexto do usuário Embora o processo de trabalho possa mudar, o contexto lógico da sessão é preservado. O dispatcher e o task handler coordenam recursos, carregamento de programas e comunicação com a interface de banco. ## Eventos e comandos ABAP O capítulo descreve principalmente eventos de tela, não aprofunda sintaxe. Em programas de diálogo, módulos costumam ser ligados à lógica de fluxo por instruções como `MODULE ... OUTPUT` no PBO e `MODULE ... INPUT` no PAI. Conceitos que serão usados mais adiante: - comando de usuário e código de função; - transporte de campos entre programa e tela; - sequência de telas; - separação entre lógica de apresentação e lógica de aplicação. ## Variantes e exercícios Não há variantes de seleção nem exercício prático próprio neste PDF. O capítulo é uma ponte arquitetural: explica onde e quando o código ABAP de uma aplicação de diálogo é executado.